2 de out. de 2014

Para sempre amigos 8

“Um sorriso se desenhou em seus lábios e logo a sombra de seu corpo estava sobre mim. Parado ao meu lado, sua mão agarrou firme meu pulso e me lançou pelo espaço vazio a sua frente. Um barulho ecoou pelo cômodo, logo quando eu senti sua mão em minha bunda. A raiva ameaçou me subir à cabeça com aquela provocação de Kirito. Mas eu apenas revirei os olhos e decidi me trocar já que ele deixava claro que queria que eu fosse.“
Por final eu vestia uma calça jeans simples acompanhada de uma camisa preta básica, já que não era uma festa grande e sim apenas um encontro de garotos e mesmo que fosse eu não estava nem um pouco entusiasmado para sair.
– Vem, a gente está atrasado! – Kirito me puxou pela mão me arrastando para fora da sua casa até o carro de sua irmã. Já que nenhum de nós dois tínhamos completado a maioridade, obviamente não tínhamos carros, mas isso não impedia Kirito de infligir à lei e dirigir mesmo assim.
Depois de alguns minutos chegamos a moderna casa de Yuta. Andamos pelo gramado até a porta da frente e Kirito adentrou a casa sem nenhuma timidez, já que ele era um grande amigo do dono da casa. Na sala encontravam-se seis garotos que conversavam e bebiam. Logo Kirito e eu se juntamos ao grupo tornando-se oito garotos em torno de dezesseis anos conversando sobre os mais variados assuntos. Mas eu sabia onde essa conversa iria chegar, eu já havia ido a outras “festas” iguais a esta, nas quais alguns garotos se encontravam com um único objetivo sendo que a cada encontro novos rostos apareciam mudando assim as escolhas de cada noite. Naquelas ocasiões todos eram livres para fazerem o que desejassem sem que ninguém de fora soubesse. Não demorou muito e todos já estavam bêbados, exceto eu que apesar de já ter bebido não havia chegado ainda no limite.
– Ei, lindinho! Não quer se juntar a nós? – Um garoto de cabelos castanhos e pele bronzeada me chamava.
Eu nada disse e virei meu rosto para o lado oposto. O garoto riu deixando escapar o cheiro de álcool pela boca. Uma de suas mãos repousou sobre a minha coxa e a outra puxou meu queixo de volta a sua direção.
– Vamos! Você vai gostar. – Sua boca encontrou em minha orelha e logo ele se afastou para poder enxergar melhor meu rosto. Eu deixei meus olhos encontrarem os seus e logo senti o olhar de Kirito sobre mim. Depois de algum tempo o rapaz a minha frente entendeu que eu não estava disposto a sair dali para desfrutar de uma relação a quatro. Suas mãos se ergueram em um sinal de rendimento e ele se juntou aos outros garotos que o esperavam. Logo as três jovens subiram as escadas rindo e já começavam a trocar caricias uns com os outros.
Minutos se passaram e a situação atual me colocava próximo a porta de saída fumando um cigarro calmamente, enquanto dois garotos trocavam beijos e mãos bobas sem timidez alguma no sofá da sala de estar. Na cozinha ao lado, dividida da sala apenas por uma bancada, Yuta empurrava Kirito contra a parede, já o ultimo ria constantemente deixando visível a embriagues.
Aquele não era o lugar que eu queria estar e se não fosse por Kirito eu não estaria, eu simplesmente não me encaixava ali. Porque eu era amigo de Kirito? Simples! O garoto mais popular da sala não conseguiu ignorar o fato de que houvesse uma pessoa da qual ele não soubesse nada. Então ele simplesmente se aproximou do garoto a qual ninguém conseguia chamar atenção.
Minha mão foi até a boca levando consigo o cigarro, que logo chegaria ao fim, e assim meu peito subiu e o meu pulmão se encheu daquela fumaça que causava mal ao meu corpo. De repente a risada de Kirito foi interrompida e o silencio se fez. Meus olhos se desviaram para o garoto de olhos verdes que eu tão bem conhecia. A cena a seguir foi a seguinte: os olhos de Kirito foram de encontro ao meu, enquanto sua boca era atacada pela de Yuta.
Pela primeira vez alguns segundos se arrastaram de forma que pareciam uma eternidade. Logo eu me encontrava à frente da porta de saída jogando a restante do cigarro no gramado e soltando a fumaça que estava em meus pulmões. Eu desci as escadas e logo parei olhando para o carro de Karen, estacionado do outro lado da rua. Eu pensei um pouco e fui em direção aos fundos da casa de Yuta, onde se encontrava uma casa abandonada que dava para a rua de trás. Eu só queria andar um pouco naquela madrugada abafada e esvaziar a mente.
– Ciúmes?! Serio isso?! - Kirito me seguia na escuridão.
Eu olhei sobre o meu ombro para o garoto alto que tentava se equilibrar sobre as pernas que pregavam-no peças, quase deixando-o cair.
– Você não vai mesmo parar? - Ele falava enrolando a língua e rindo.
Eu pulei o pequeno muro que dividia a casa de Yuta da casa abandonada. Kirito me alcançou por sorte, e já estava pulando o muro, quando eu senti o peso de seu corpo desabar sobre o meu.
– Aai! - Eu senti a dor daquela queda.
Logo Kirito se afastou de mim e eu consegui assim me virar para cima deixando as costas sobre a grama alta que nos cercava.
O terreno daquela casa aparentemente velha seria totalmente escuro se não fosse o brilho da lua emanando no céu. E mesmo na escuridão eu pude encontrar o olhar de Kirito. Um sentimento estranho me tomou e eu virei o rosto para o lado como se tentasse esconder algo.
– Então você estava mesmo com ciúmes. - Ele parecia falar consigo mesmo. - Você não disse para Karen que nós éramos amigos?! - Logo as imagens vieram a minha mente. - Por que eu não posso ter outros "amigos"? - Ele falou provocativo.
A raiva foi repentina e minhas mãos foram bruscamente ao seu peito. Kirito foi jogado para trás e antes que suas costas encontrassem o chão suas mãos o apoiaram. Eu fiz menção de me levantar, mas um par de mãos fortes agarrou a minha cintura e num único impulso meu corpo estava de baixo do de Kirito novamente. Suas mãos agarraram firmes os meus pulsos no chão e eu senti a dor de sua força sobre o meus braços. Eu comecei a me debater numa tentativa inútil de me soltar. No meio da agitação a boca rosada me beijou e logo sua língua pediu passagem. Meus músculos relaxaram e toda a minha vontade que antes me mantinha resistindo havia sumido e levava consigo toda a raiva.
Continua...

Para sempre amigos 7

“Eu abri os olhos e voltei à superfície a procura do ar que me faltava. Logo eu ergui a cabeça e fiquei ali, observando as gotas d'água que caíam sobre meu rosto. Minha expressão era marcada de duvida, mas eu precisa me decidir. Não demorou muito e eu fui até Kirito que continuava boiando, só que dessa vez ele já estava em outro lugar.
– Eu preciso ir a um lugar. - Eu falei e seus olhos se abriram.
Kirito finalmente colocou seus pés no chão e logo ele me olhou com curiosidade, então eu me aproximei dele e deixei um pequeno beijo na boca roxa de frio.”
– Acho melhor você sair da piscina. - Falei me afastando e indo até a escada da piscina.
Logo sai da água e enrolei uma toalha na cintura depois de me secar com a mesma. Entrei na casa de Kirito com os passos apressados. Meu destino era o quarto de meu “amigo”, e quando finalmente cheguei no mesmo, desenrolei a toalha felpuda de meu corpo.
Procurei algumas de minhas roupas que eu deixava naquela casa, e logo sai do quarto vestindo uma calça jeans apertada, um tênis preto – já desgastado – e um moletom largo que eu pouco usava.
– Onde você está indo com tanta pressa? – Karen me perguntou quando eu passei pela sala desejando chegar logo à porta de saída.
Quando eu finalmente senti os pingos de chuva eu já estava a uma quadra de distancia da casa dos irmãos, então eu apenas cobri minha cabeça com a toca de meu moletom.
Eu retirei a pedaço de pano, que já estava encharcado pela chuva, e me encostei a árvore a trás de mim. Agora eu olhava para a lapide a minha frente – uma placa de mármore com as letras escritas em dourado e um pequeno altar a sua frente com lugar para rosas e vela. Logo algo me chamou atenção. O vaso que durante anos era ocupado pela rosa que eu trazia (desta vez eu não havia me dado ao trabalho) agora era ocupado por um cravo.
– É... Parece que alguém se lembrou de você. – Eu sussurrei deixando um leve sorriso se desenhar em meus lábios.
Aquilo tudo não fazia mais sentido para mim. Durante os últimos anos ela era a pessoa mais perto de ser considerada como minha família, até então ver visita-la era a coisa mais normal a se fazer. Talvez para os outros não fosse tão normal assim visitar alguém tão frio e ausente, que apenas fazia as coisas por “dever”.
A questão era que pela primeira vez na minha vida eu havia acordado ao lado de alguém que começava a se tornar importante para mim, e finalmente eu não queria mais me prender àquela pessoa e ao meu passado.
Logo lembranças me vieram à mente.
Flash Back
Aquele quarto totalmente branco me deixava calmo. E o corpo a minha frente lutava para manter-se de olhos abertos.
– E eu um dia cheguei a achar que tinha criado com sucesso as minhas filhas. – Minha avó falou logo após dar uma pequena risada. – Mas quando sua mãe me apareceu gravida aos 16 anos, eu pensei que havia falhado com uma delas. – Ela parecia falar consigo mesma. – Mas veja só. Eu estou aqui sozinha... Acho que me enganei. – Ela terminou de falar e seus olhos azuis foram cobertos pelas suas pálpebras.
E eu fiquei ali observando o quarto se encher de enfermeiras e barulhos.
Fim do Flash Back
– Até o final você não deixou de me considerar como apenas um dever.
Eu fechei meus olhos e sorri para logo sentir o gosto salgado das minhas lagrimas. Eu ergui a cabeça e fiquei vendo pequenos raios de sol aparecerem por entre as nuvens. Logo a pequena bola laranja estava toda a mostra formando um perfeito pôr-do-sol
Quando vi eu já estava caminhando para fora do cemitério, em passos lentos, mãos no bolso eu deixava meus olhos passearem sobre as pequenas coisas que poucas pessoas percebem. E assim foi o caminho de volta, quando cheguei à casa de Kirito já era noite.
– Onde você estava? – O garoto dos olhos verdes perguntou mostrando preocupação.
Eu apenas beijei seu rosto e fui para o banheiro.
– Silencio de novo?! Eu preferia quando você estava todo nervosinho... – E logo eu fechei a porta calando aquela voz sarcástica.
Eu tirei as roupas sentindo o cansaço me tomar, então fiquei de baixo da água por um bom tempo, sentindo cada musculo relaxar.
Quando finalmente minha pele começou a enrugar eu decidi sair do banheiro de uma vez. Como não tinha levado nenhuma roupa para o banheiro me troquei no quarto.
– Ah você só deve estar me provocando. – Kirito falou enquanto eu vestia minha cueca.
Então eu fui para onde se encontrava o corpo “esparramado” de Kirito e me deitei ao seu lado virado para o lado oposto a ele. Eu senti seus braços cobrirem a minha cintura e sua bocar roçar nos meus piercing e orelha.
– Boa noite. – A voz soou sonolenta e logo o seu rosto se afastou.
O dia seguinte foi tranquilo era uma terça ensolarada, mas algo tinha que acontecer.
– Ah cara hoje é terça, não muito afim não! – A voz de Kirito soava ao celular.
Sua mão foi aos cabelos num gesto que deixou os cabelos negros desarrumados e sua boca rosada se retorceu num gesto de indecisão. Logo sua voz voltou a ecoar.
– Tudo bem, chego ai daqui a pouco. – Kirito respondeu à outra pessoa da ligação e logo voltou a guardar o aparelho no bolço da bermuda clara que ele usava.
Seu corpo veio em minha direção com um sorriso simpático nos lábios. Seu corpo se curvou em direção ao meu, que se encontrava na beirada da cama. Sua boca tocou levemente meus lábios em um gesto de carinho.
– Yuta, nos convidou para uma festinha, já que as ferias estão acabando e a casa dele está livre. – O corpo a frente se afastou deixando seus olhos caírem sobre mim. – A gente tem que se arrumar rápido, já que está em cima da hora. – Ele foi em direção ao guarda-roupa e de repente sua atenção voltou a mim, que continuava sentado sem intenção alguma de ir aquela festa.
Um sorriso se desenhou em seus lábios e logo a sombra de seu corpo estava sobre mim. Parado ao meu lado, sua mão agarrou firme meu pulso e me lançou pelo espaço vazio a sua frente. Um barulho ecoou pelo cômodo, logo quando eu senti sua mão em minha bunda. A raiva ameaçou me subir à cabeça com aquela provocação de Kirito. Mas eu apenas revirei os olhos e decidi me trocar já que ele deixava claro que queria que eu fosse.
Continua...

Para sempre amigos 6

"– Olha... Só porque esta com um amigo em casa não significa que você não possa arrumar a casa. - Karen fez uma cara de poucos amigos e esperou uma resposta.
– Nós não somos amigos. - Kirito falou de forma provocativa e com um sorriso nos lábios.
Logo a expressão dela mudou e com boca semi-aberta ela estava pronta para falar algo, mas eu a interrompi.
– Nós somos sim. - Fui sério o bastante para que Kirito desce gargalhadas sobre o meu comentário."
– Eu não acredito! Você com seus outros "amigos" tudo bem. Mas com ele... Aaah eu não consigo acreditar. - Karen cuspia as palavras enquanto marchava em nossa direção.
Logo uma briga entre irmãos começou e eu apenas observava sem muito interesse. E assim alguns minutos se passaram, e o bate boca continuava.
– Mas eu aposto que ele ainda prefere uma mulher. - Ela falava provocativa.
– Acho que não foi com você que ele passou a noite. - Kirito falou com um visível sarcasmo.
Karen fez uma expressão de espanto seguida de uma de raiva.
– Espera até o pai e a mãe saberem de tudo.
Logo o pequeno par de brincos, que reluziam em meio aos longos fios pretos, desapareceram do quarto, e assim um estrondo ecoou pelo cômodo. Logo a porta já se encontrava fechada.
– Seus pais já não deveriam ter voltado? - Eu perguntei olhando de soslaio para a figura que continuava sentada ao meu lado.
– Os doutores ocupadíssimos tiveram que adiar a visita ao seus filhos importantíssimos. - Ele falava com desdem. - Mas enfim, quer dizer que a gente é amigo. - Ele colocou seus joelhos lado a lado do meu tronco se sentando sobre minhas pernas, que continuaram esticadas.
Eu nada respondi apenas o observei sentindo sua respiração bem próxima do meu rosto.
– Então eu posso fazer isso com todos os meus amigos?! - Ele colocou os seus lábios no meu pescoço para então dar uma mordida no lugar.
Sua mão desceu sobre a camisa preta que eu usava, então sues dedos ages chegaram adentraram a mesma indo até meu peito para depois suas unhas serem arrastadas sobre minha pele. Ele então se afastou e ficou a me encarar enquanto eu tentava desacelerar minha respiração. Kirito riu e voltou a se sentar ao meu lado.
E assim o resto do dia se passou.
O dia seguinte amanheceu coberto por nuvens carregadas que escondiam o sol, mas o clima continuava abafado. Logo no inicio da tarde começou a chover.
– Vamos entrar? - Kirito perguntava ansioso.
– Ta chovendo. - Eu falei o obvio com um mau humor visível.
– Vamos! Por favor. - Ele estava visivelmente animado com a ideia.
– Eu não vou entrar. - Eu dizia pausadamente irritado com a insistência de Kirito, com certeza aquele não era um bom dia, não para mim.
Um sorriso se estampou no rosto do garoto insistente, e logo eu corri em direção à porta de entrada dos fundos. Um par de braços musculosos me puxaram por trás, então meus pés foram tirados do chão , e logo eu me encontrei deitado sobre os braços de Kirito. Um ventinho quente bateu contra o meu rosto e eu fui arremessado no ar. Automaticamente eu tranquei a respiração, e logo meu corpo se afundou na água da piscina. Quando voltei à superfície encarei com ódio o corpo desnudo que agora corria em direção à piscina. A poucos metros de distancia da água ele pulou caindo na mesma. Não demorou muito para que eu encontrasse os olhos verdes na superfície.
– Adoro quando você fica irritado. - Ele falava enquanto se aproximava da beirada da piscina, onde eu estava.
Eu suspirei e minha boca foi tomada pela a de Kirito, deixando meu piercing percorrer sua boca. Ele se afastou sorrindo, e suas mãos começaram a retirar as roupas que estavam colada ao meu corpo, por fim eu me encontrava só de cueca, igualmente à Kirito.
– Nunca que eu ia deixar você com a minha irmã! - Meu corpo foi puxado para cima e minhas pernas se entrelaçaram na costas do corpo maior. - Você é lindo. - Minhas costas foram pressionadas contra os azulejos azuis, e então a boca de Kirito se acomodou na curva do meu pescoço.
– O que foi? - Ele perguntou ao sentir minhas mãos o afastarem.
Eu relaxei deixando meus ombros caírem e permitindo que minhas pálpebras caíssem sobre meus olhos azuis.
Delicadamente os dedos de Kirito ergueram o meu queixo.
– Olha, eu sei que você não gosta muito de falar, mas as vezes não da para expressar o que sentimos com apenas olhares. - Ele falou após eu abrir os olhos. - Se tem algo te incomodando é só falar. - Os olhos atenciosos de Kirito vagaram pelo meu rosto.
– Não é nada. - Soltei um prolongado suspiro e abaixei a cabeça sentindo uma agonia me tomar.
Kirito sorriu levemente e se afastou mostrando logo em seguida a sua tatuagem de uma fênix nas costas.
Ele ficou boiando de costas na água e eu finalmente fui de encontro ao chão da piscina, sentando ali no meio da água. Minhas pernas foram envolvidas pelos meus braços numa tentativa de me tornar o menor possível. Então eu fechei os olhos e fiquei ali. No final havia realmente algo me incomodando, e assim eu deixei que várias lembranças me invadissem a cabeça.
Durante três anos um garoto solitário ia a um cemitério em uma mesma data, ele não ia porque era alguém importante ou coisa assim. Era simplesmente como um costume, algo sem significado, talvez até mesmo por dever, mas não passava disso. E todas as vezes que ele foi, levava consigo um botão de rosa a qual ele deixava em uma lápide e a via se enxarcar com as gostas de água que sempre caiam durante essa mesma data. Aquele botão vermelho era a única coisa que habitava a lápide "solitária". Mas o menino cresceu...
Eu abri os olhos e voltei à superfície a procura do ar que me faltava. Logo eu ergui a cabeça e fiquei ali, observando as gotas d'água que caíam sobre meu rosto. Minha expressão era marcada de duvida, mas eu precisa me decidir. Não demorou muito e eu fui até Kirito que continuava boiando, só que dessa vez ele já estava em outro lugar.
– Eu preciso ir a um lugar. - Eu falei e seus olhos se abriram.
Kirito finalmente colocou seus pés no chão e logo ele me olhou com curiosidade, então eu me aproximei dele e deixei um pequeno beijo na boca roxa de frio.
Continua...

Para sempre amigos 5

“- Você está com tanta pressa assim?! - Kirito perguntou e não houve uma resposta, então eu apenas sorri.
Ele puxou minhas coxas para cima fazendo com que eu ficasse em seu colo. Logo minhas pernas se entrelaçaram envolvendo a sua cintura e meus braços agarravam o seu pescoço.
Ele deu alguns passos para trás até parar ao lado de sua cama, então ele se curvou colocando-me sentado no colchão. Eu me ajeitei na cama e o corpo maior ficou em cima do meu. A boca rosada colou nos meus lábios e logo começou uma dança entre nossas línguas.
O ar começou a nos faltar e a boca de Kirito se afastou da minha. Seus olhos me encararam como se procurassem algo. Um sorriso se desenhou em seus lábios e sua mão passou por entre meus fios de cabelo, afastando-os do meu olho. Logo sua boca foi de encontro ao meu pescoço, deixando marcas avermelhadas das mordidas e beijos que Kirito insistia em deixar no meu corpo.
O tempo pareceu se arrastar, agora a ansiedade de antes dava lugar ao carinho.
A boca grossa começou a percorrer um caminho, chegando à um de meus mamilos. Ali sua língua começou a dançar, deixando que algumas vezes sua boca desse alguns beijos e mordidas no local.
Os olhos atenciosos de Kirito algumas vezes se desviavam para o meu rosto capturando cada expressão de prazer que se desenhava no meu rosto, enquanto sua mão percorria por meu corpo procurando os lugares mais sensíveis aos seu toques.
Logo sua boca largou de meus mamilos, e uma de suas mãos foi até meu membro percorrendo por toda a extensão, e tocando todos os lugares que eram escondidos pela minha cueca. Meu corpo agora reagia a cada toque daquela mão. Minhas mão agarraram firme ao lençol enquanto meu corpo se contorcia na cama. Minha boca estava aberta deixando alguns gemidos saírem por entre ela. Logo meu corpo se contraiu por inteiro ao sentir um dedo tocar meu ânus.
– Ei, calma! - A voz suave me chamou me chamou e a sua boca foi de encontro a minha tentando aliviar toda a tensão.
As mãos de Kirito começaram a tirar minha cueca para logo tirar a sua também. Seu dedo começou a adentrar a pequena entrada do meu corpo, juntando logo em seguida mais um dedo. Meu corpo tremia insistentemente, enquanto o beijo de Kirito tentava me acalmar, e assim um pequeno filete de saliva escorreu pelo canto da minha boca. Logo os dois dedos foram retirados e a boca de Kirito se afastou da minha.
– Tente relaxar um pouco. - O corpo maior aconselhou e logo eu senti seu membro pedir passagem na pequena cavidade escura.
Um gemido ecoou pelo quarto e o membro grosso foi retirado para adentrar novamente, sendo colocado por inteiro dessa vez. As mãos do corpo que me trazia um misto de prazer e dor foram colocadas na minha cintura, e assim vieram varias estocadas cada vez mais rápidas e fortes. Depois de um tempo o prazer me consumia e eu já não podia mais me conter e acabei gozando sendo seguido de Kirito que então retirou o seu membro de dentro de mim.
Seu corpo desabou sobre o meu e eu logo empurrei o mesmo para o lado após sentir meus ossos serem esmagados. Minha bochecha ficou úmida pelo beijo de Kirito. Eu virei o rosto a tempo de ver ele afastar seu rosto e se acomodar na cama. Eu fiquei deitado por alguns minutos e logo adormeci.
O sol brilhava como a maioria dos dias daquele verão e o lugar ao meu lado se encontrava vazio. Logo me sentei na cama sentindo algumas dores no corpo causadas pela noite passada. Então me levantei e fui ao banheiro que ficava no quarto de Kirito.
De baixo da água eu observava as marcas que agora habitavam o meu corpo.
– Ai que dor de cabeça. - Falei enquanto saia do box de vidro com uma toalha felpuda amarrada à cintura.
Voltei ao quarto e vesti algumas roupas que eu costumava deixar naquela casa. Alguns fios de cabelo caíram sobre minhas orbes azuis, então os ajeitei jogando-os para trás. Logo passei a mão por uma de minhas orelhas sentindo os vários piercing que habitavam a minha orelha.
Não demorou muito e sai do quarto à procura de comida. Finalmente cheguei a cozinha depois de passar pela grande casa de madeira, um ar rústico, porém de grande valor. Ao abrir a geladeira senti dois braços envolverem minha cintura.
– Parece que deixei uma marca aqui... Desculpe-me. - A voz suave soou perto do meu ouvido.
Kirito deu um beijo no meu pescoço e afundou seu nariz no mesmo. Sua cabeça se acomodou ali e eu aproveitei o momento tranquilo, mas durou apenas alguns segundos e duas mãos ágeis me viraram para que eu encontrasse um par de olhos verdes.
– Bom dia! - Ele falou deixando os lábios num breve sorriso.
Eu apenas o observei atentamente e de repente ele me beijo deslizando uma de suas mãos sobre o volume de minha bermuda.
– Se você não quer falar, tudo bem. - Ele falou em tom sarcástico.
Eu revirei os olhos e voltei a procurar comida. Quando eu finalmente achei um salgado qualquer voltei ao quarto, sendo seguido por Kirito. Nós ficamos sentados na cama e o "popularzinho" ao meu lado prestava atenção em um programa qualquer que passava na televisão enquanto eu tentava arrumar a minha franja. Quando eu finalmente consegui deixar a franja sobre uma das minhas ires azuis chamativas a irmã de Kirito se apoio a porta do quarto.
– Olha... Só porque esta com um amigo em casa não significa que você não possa arrumar a casa. - Karen fez uma cara de poucos amigos e esperou uma resposta.
– Nós não somos amigos. - Kirito falou de forma provocativa e com um sorriso nos lábios.
Logo a expressão dela mudou e com boca semi-aberta ela estava pronta para falar algo, mas eu a interrompi.
– Nós somos sim. - Fui sério o bastante para que Kirito desce gargalhadas sobre o meu comentário.
Continua...

Para sempre amigos 4

"- É tão bom! - A irmão de Kirito falava enquanto se sentava calmamente. - Faz algum tempo que eu não saiu para um passeio.
– Kirito me contou que você não sai mais com seus amigos. - Finalmente me rendi aos caprichos de Karen e decidir conversar."
Ela logo sorriu e continuou.
– Bom, nunca mais tive vontade de sair com alguém novamente. - Ela murmurou. - Mas você é diferente, eu confio. E quem diria que o meu irmão que me fez lembranças ruins é quem me traria alguém como você.
Eu olhei pelo canto dos olhos tentando entender o que a menina tanto falava.
– Sabe... Naquelas noites barulhentas, na qual minha casa enchia de gente, eu conheci um amigo de Kirito, no começo ele parecia ser legal, então subimos para meu quarto para conversarmos entre alguns beijos e carinhos.
Ela parou e agarrou-se a suas pernas deixando o queixo sobre os joelhos.
– Minutos se passaram e o amigo de Kirito fez uma investida, mas não parou só nos beijos... Com o passar dos minutos eu comecei a reagir, eu não queria mais, mas ele continuou. - Eu apenas a observava ela falar entre um suspiro e outro. - Por um bom tempo eu quis esconder o que havia acontecido e fingir que nada tinha ocorrido, mas o medo começou a aumentar e eu já não saia mais de casa. Até que um dia eu decidi enfrentar e admitir que eu havia mudado por mais que eu não quisesse.
Ela pareceu pensar por um instante.
– Eu sei que meu irmão não é o culpado, mas diante de tanta raiva ele era o alvo mais próximo.
– Mas você esta aqui. - Eu apenas completei.
Ela sorriu e aproximou um pouco o seu rosto do meu.
– Desculpa, mas eu estou interessado em outra pessoa. - Falei com certa dificuldade.
Depois de alguns segundos ela voltou a falar.
– Admito que tenho inveja dessa pessoa. - E finalmente o sorriso de sempre se desenhou em seus lábios.
Eu me levantei e logo Karen fez o mesmo. O caminho feito de volta à casa dos irmãos foi igual ao caminho feito até minha casa, a garota dos olhos verdes continuava com seu monologo constante e um sorriso no rosto.
Quando finalmente chegamos a casa de dois andares, Karen continuava tagarelando.
– As garotas devem dar em cima de você sempre que você sai não é?! - A garota dos passos leves subia as escadas distraidamente. - Aaaah por que você não fala nada? - Eu apenas ri com o jeito decepcionado de Karen.
Quando chegamos a porta de seu quarto a garota parou e ficou a me observar.
– Obrigada... pelo companhia. - As palavras incertas saíram suavemente da sua boca.
Logo a garota de mais ou menos um metro e sessenta ficou na ponta dos pés e me envolveu num abraço. Quando finalmente seus calcanhares voltaram ao chão um sorriso diferente dos daquela tarde se desenhou nos seus lábios, um sorriso sincero. Ela se virou e entrou em seu quarto.
Virei meu corpo para a porta ao lado onde se encontrava Kirito apoiado ao batente da porta. Então ele sorriu e virou-se para entrar no seu quarto.
De repente minha mão agarrou seu braço e automaticamente o corpo a frente se virou. Então meu corpo ficou apoiado na ponta dos meus pés para alcançar os quatro centímetros que distanciavam nossas bocas. Quando as mesma se encontraram houve um espanto nos olhos verdes. O selinho logo cessou e meus pés voltaram completamente ao chão. Então os olhos de Kirito procuraram os meus. O nervosismo começou a me consumir e meu lábio inferior foi mordido para logo em seguida vir o gosto de sangue.
Uma mão envolvente agarrou minha cintura e nossas bocas se encontraram novamente, eu podia sentir o piercing da minha língua se arrastar pela língua frenética de Kirito. Logo uma mão pesada invadiu minhas vestes. Seu destino era um só, e quando finalmente a mão alcançou meu membro ela começou a reviver o sexo adormecido. Então um gemido se espalhou pelo quarto, minha boca ficou semi-aberta aspirando o ar que parecia faltar cada vez mais. Houve uma pausa, então o tronco definido foi exibido. Kirito juntou sua boca à minha e minha camisa foi tirada entre um beijo e outro. E o quarto já estava tomado por puro prazer.
A imagem a seguir foi de um garoto de olhos verdes semi nu. A cueca box preta estava bastante esticada devido a grossura das pernas grandes e musculosas, e o volume na parte da frente que era grande. No final era uma imagem que podia levar qualquer um ao pecado.
Mas logo fui tirado de meus devaneios pela boca que me atacou, minha calça começou a ser tirada, e no final do beijo meu lábio inferior foi mordido permanentemente, sendo puxada a medida que ele se afastava.
– Me larga. - Eu tentava falar enquanto sentia a dor que os dentes de Kirito causavam ao se arrastar pela minha boca.
– Nem deve doer do jeito que sua boca é carnuda. - Ele falou com sarcasmo após soltar minha boca.
Ele sorrio e apertou com força a minha bunda levando-me junto à ele, enquanto seus dentes se arrastavam pelo canto da lábio inferior. Ele serrou os olhos e me encarou, aquela imagem estava me levando ao delírio. Eu não podia mais aguentar, então minhas mãos se colocaram em seu pescoço para que ele se curvasse logo em seguida. Nossos lábios se encontraram e começou uma dança frenética entre nossas línguas. Meus pelos se ergueram e minha respiração acelerou ao sentir a mão que adentrava minha cueca, minha mão direita desceu pelo peito desnudo e passou por debaixo dos ombros fortes. Minha mão procurava insistentemente as costas do garoto musculoso, quando finalmente chegou no seu destino minhas unhas afundaram na pele branca e foram arrastadas até o fim das costas de Kirito, tudo resultado da mão que massageava meu membro. Meus pés começaram a se mover empurrando o corpo maior para trás.
– Você esta com tanta pressa assim?! - Kirito perguntou e não houve uma resposta, então ele apenas sorrio.
Ele puxou minhas coxas para cima fazendo com que eu ficasse em seu colo. Logo minhas pernas se entrelaçaram envolvendo a sua cintura e meus braços agarravam o seu pescoço.
Ele deu alguns passos para trás até parar ao lado de sua cama, então ele se curvou colocando-me sentado no colchão, eu me ajeitei na cama e o corpo maior ficou em cima do meu. A boca rosada me beijou e num único impulso as posições se inverteram, logo eu estava sentado no abdômen musculoso com as mão ao lado da cabeça de Kirito. Um sorriso se desenhou em seu lábio e...
Continua...